O Piropo Nacional

Publicado . 2019-01-28 | Categorias . Artigos

Este livro, O Piropo Nacional inaugura uma nova colecção, OS LIVROS CMtv, uma parceria da Cofina e da Guerra e Paz editores. É um livro divertido, de bom entretenimento, que reúne os piropos portugueses, mas também piropos cinéfilos, literários, até piropos informáticos.

O livro está bonito que se farta. O primeiro caderno do miolo é a azul, com os piropos mais galantes e requintados, mas já o último caderno é vermelho, com os piropos brejeiros ou mesmo muito brejeiros.

Em O Piropo Nacional, os Livros CMTV erguem um almanaque do galanteio, reunindo os piropos portugueses mais conhecidos. Tudo cabe nos corações dos enamorados e nas páginas deste livro. Piropos galantes e delicados («Tens um mapa? É que me perdi nos teus olhos»), requintados, cultos e literários («Desassossegas-me!»), ou até do grande ecrã para a vida, tais como: «atravessei oceanos de tempo para te encontrar», retirado do filme Drácula (1992).

Neste livro há espaço para alguns piropos em verso, disfarçados de poesia, e até algumas quadras de Fernando Pessoa num registo mais popular, a fazer lembrar os Santos Populares.

Em pleno século XXI quem pensa que a arte do cortejo ainda é um exclusivo de cavalheiros e jovens rapazes desvairados está enganado. Existem muitos e bons piropos no feminino. São exemplos: «És tão doce que, só de olhar para ti, engordo» e «Tu aí tão sozinho, e eu aqui feita Cinderela».

O piropo adapta-se a novas realidades e a novos tempos. Numa era digital em que a tecnologia faz parte do «pão nosso de cada dia», surgem piropos 4.0, que mantêm esta tradição de pé: «És o gif que anima a minha vida»; «Que pitéu! Dava-te cinco estrelas no Trip Advisor»; «És melhor do que o Google, tens tudo o que procuro».

Mas nem tudo é delicado e sofisticado no universo do galanteio. O piropo é conhecido pela maioria por ser brejeiro e, por vezes, até explosivamente brejeiro. Sim, temos exemplos do que podem encontrar no livro. Neste caso, aconselha-se a partilha apenas com amigos e companheiros. Os mais ligeiros são: «Ó flor, deixas pôr?»; «Ó doce, era onde fosse»; «Contigo era até encontrar petróleo».

No final, tempo para algumas dicas, para que o leitor crie os seus próprios piropos, um «faça você mesmo» à boa moda da multinacional sueca de móveis.

O livro chega amanhã, 3ª feira, dia 29 de Janeiro, às livrarias e a todos os pontos de vendas de livros em Portugal. E também aqui, no site oficial da Guerra e Paz.

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