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Carlos Monteiro Ferreria

nasceu em Luanda a 28 de Fevereiro de 1960.Terminados os estudos secundários no Liceu Salvador Correia/Mutu Ya Kevela, entrou para a Rádio Nacional em 1977, como redactor-repórter, tendo ali permanecido até 1991, altura em que foi colocado nos Serviços de Imprensa do Presidente da República. Regressou à Rádio Nacional, onde em 1996 exerceu as funções de director dos serviços de programas. Paralelamente à actividade de radialista, foi co-fundador da Brigada Jovem de Literatura (BJL) de Luanda, iniciou-se na crónica, na criação de letras para canções e na poesia. Ingressou na União dos Escritores Angolanos em 1984, onde exerceu, por três vezes, as funções de secretário das actividades culturais, as mesmas que tinha exercido na BJL. Tem uma dezena de letras para canções premiadas no Festival da Canção de Luanda da Luanda Antena Comercial (LAC). São de sua autoria, entre outras, as obras Projecto Comum I e II, Sabor a Sal, Começar de Novo, Voz à Solta, Marginal, Namoro o Mar, Ressaca, Quase Exílio, A Magia das Palavras, A Angústia do Fim, Memórias de Nós, Contrafé e Meaidade, bem como o CD áudio Cacimbos, com letras de sua autoria, musicadas por diversos compositores angolanos, como Ana Maria de Mascarenhas, Paulo Flores, Eduardo Paim, Mamborrô, Don Kikas e o CD áudio de poemas À Reconquista, uma antologia de poetas angolanos dos anos 20, 30 e 40 do século xx em que juntou grandes vozes e grandes vultos da sociedade angolana. Tem colaboração ainda com a compositora e cantora angolana Aline Frazão. Foi presidente do júri do Prémio Sagrada Esperança. Colaborou ainda no suplemento cultural «Vida & Cultura» do Jornal de Angola, no jornal Jango, na revista TVeja da então Televisão Popular de Angola. Correspondente do Diário de Notícias e da Seara Nova, trabalhou em vários projectos de investigação. É co-autor de uma antologia do Conto Angolano, Dos Desertos, dos Sonhos, das Travessias e do Futuro, da publicação d’O Boletim Cultura II e a Sociedade Cultural de Angola e da antologia poética Entre a Lua, o Caos e o Silêncio: a Flor. Com seu irmão, o historiador Edmundo Mon‑ teiro Ferreira, publicou Eugénio Ferreira – Um cabouqueiro da angolanidade no centenário do nascimento de seu Pai. No ano de 2011, ingres‑ sou no semanário Novo Jornal, tendo sido seu editor cultural e, em 2015, assumiu a sua direcção, na qual ficou até Junho de 2019, data em que foi nomeado adido de imprensa da Embaixada da República de Angola em França. Doutorando em Sociologia no ISCTE-IUL em Lisboa, Portugal.