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Camilo Pessanha

nasceu em Coimbra, em 7 de Setembro de 1867. Registado como filho de pai incógnito, foi o primeiro de cincos filhos de um estudante de Direito e da sua empregada doméstica. Só no ano em que o próprio Camilo Pessanha iniciou o curso de Direito na Universidade de Coimbra, foi perfilhado pelo progenitor, em 1884.

Com o curso concluído, partiu, em 1894, para Macau, onde viveu grande parte da sua vida e conviveu alguns anos com Wenceslau de Moraes. Aí começou por se dedicar ao ensino, mas também foi conservador do registo predial, juiz e advogado. Foi compondo a sua pequena mas significativa obra poética, com o melhor do simbolismo português, à margem dos movimentos da época. Produziu também prosa e traduziu alguns textos chineses.

Apesar de viver em Macau, passou largas temporadas em Portugal, em férias e tratamentos médicos. Só na última visita, em 1915-1916, terá tido consciência da admiração de que era alvo por parte das novas gerações literárias portuguesas. A sua poesia foi reunida e publicada em 1920, por Ana de Castro Osório, por quem teria uma paixão não correspondida. Faleceu em Macau, em 1926.