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OS Dentes do Tejo

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Autor(es): Evelina Gaspar

Vencedor do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal

O júri do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal de 2020 salienta a «alta qualidade» e a «força evocativa» de Os Dentes do Tejo, «no que se espera que seja uma marca na e da literatura portuguesa contemporânea».

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Vencedor do Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal

Três indómitas mulheres, separadas pelo tempo e pelos costumes, unem-se no mesmo intempestivo desejo de liberdade e vivem, cada uma na sua época, vidas muito, mas mesmo muito invulgares. A primeira vê-se, de maneira insólita, categoricamente proibida de se despir no leito conjugal. A segunda, durante anos, dedica-se a jogar ao gato e ao rato com o amor, enquanto persegue uma carreira reservada a homens. E a terceira lança-se, como quem se deixar cair da beira de um precipício, numa nocturna existência desenfreada.

Através de um século XX português marcado por inúmeras turbulências políticas e sociais, vamos seguindo, por meio de um discurso narrativo depurado e imprevisto, os destinos de uma família sujeita, geração após geração, a todo o tipo de desafios em que desfila uma galeria plena de personagens extravagantes.

Ficamos, assim, a conhecer em “Os Dentes do Tejo” o coveiro moído do vinho que adormece regalado no seio dos finados que sepultou; o noivo largado no altar pela noiva lésbica; o casal surpreendido em casa pela visita de um touro foragido da arena; a mulher que incomoda os fiéis e o padre, na missa, com o seu cantar estridente; o sapateiro que alimenta um fetiche indecoroso; o alfaiate que lê os corpos que veste como se fossem livros abertos; os barqueiros na faina contra as volubilidades do rio; os amantes que se encontram em segredo numa ermida abandonada; o poeta perdido e encontrado, a prostituta da sina desgraçada…

Invulgares, estas e outras personagens, são, no entanto, bem portuguesas. Habitam um romance em que  a paisagem assume um papel essencial, com a presença omnipresente do Tejo a influir directamente na vida de todos, com as suas fúrias e os seus períodos calmos, mas onde também o vento, o sol e as árvores assumem o seu papel no cenário dos dias dos homens e das mulheres que, contrariamente ao que vai sucedendo hoje um pouco por todo o lado, não vivem de costas voltadas para a natureza, mas antes de mãos dadas com ela. Para o bem e para o mal.  

Nº de Páginas 192
Ano de Edição Agosto 2020
ISBN 978-989-702-569-3
Formato 15x23
Capa Brochado