João Moita, vencedor do Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho, é uma voz consolidada da poesia portuguesa contemporânea.
Um livro que cruza reflexão filosófica e literatura juntando temas como Deus, o silêncio, o tempo e o sentido da existência.
Com uma escrita intensa e textos curtos, lê-se como se fossem breves partilhas ou citações.
Leia um excerto aqui: A Deus, à Poesia, João Moita
A Deus, à Poesia move-se entre o aforismo filosófico, a meditação em prosa e o diário de ideias. Organiza-o o problema do silêncio: de Deus, dos astros, do poeta e dos ecos surdos
que respondem às invectivas do Homem.
Nas suas quatro secções, o livro traça um percurso que passa pela inquirição ao tempo, a Deus, à poesia e ao erotismo como formas de transcendência deslocadas para a imanência. Este conjunto de fragmentos habita o espaço entre o endereçamento e a despedida – entre falar a Deus sabendo que não há resposta e dizer adeus a uma poesia que não redime e não comparece quando é convocada.
O livro é negro, mas não pessimista: não espera alcançar a luz nem se conforma com as trevas. Nessa aporia, vive.