A interpretação técnica do pensamento como cálculo que se instalou na cultura ocidental, primeiro com a filosofia e depois com a ciência, procura garantir o domínio do homem sobre a efectividade do real. Adopta, para isso, um ponto de vista representativo, privilegiando a exactidão do conceito, a lógica e as categorias explicativas da causalidade.
A interpretação técnica do pensamento como cálculo que se instalou na cultura ocidental, primeiro com a filosofia e depois com a ciência, procura garantir o domínio do homem sobre a efectividade do real. Adopta, para isso, um ponto de vista representativo, privilegiando a exactidão do conceito, a lógica e as categorias explicativas da causalidade. O pensar hermenêutico de Heidegger, pelo contrário, convida-nos a fazer a experiência existencial e hermenêutica do «estar–aí», o que requer, como não cessa de nos advertir, um «salto» (Sprung) das mediações ônticas do calcular para o horizonte da eksistência onde, mais originariamente, o ser se abre em clareira e o mundo se dá a ver.