A Morte do Deus, segundo livro de O Ramo de Ouro, de Sir James George Frazer, gira em torno da ideia de que é preciso matar a figura terrestre de Deus para que tudo possa
florescer e prosperar. O segundo volume de uma obra até agora inédita em Portugal.
O RAMO DE OURO MARCOU AS HUMANIDADES MODERNAS COM AMPLA INFLUÊNCIA NOS ESTUDOS DE RELIGIÕES ANTIGAS, LITERATURA E HISTORIOGRAFIA
A Morte do Deus, segundo livro de O Ramo de Ouro, de Sir James George Frazer, gira em torno da ideia de que é preciso matar a figura terrestre de Deus para que tudo possa
florescer e prosperar.
Quando as sociedades começam a praticar a agricultura, começam também a venerar a divindade dos cereais, personificada numa pessoa ou animal que é quem proporciona
o alimento. Acreditando que a força vital diminui com o tempo, estas divindades tinham de morrer na flor da idade, seguindo anualmente o ciclo das estações em antecipação da
chegada da Primavera, época do renascimento.
Entre outras divindades e seres mitológicos, Átis, Osíris, Ísis, Adónis e Dionísio morrem e renascem, símbolos do ciclo agrícola que perece no Inverno e ressurge renovado na
Primavera.
Segundo Bronislaw Malinowski, O Ramo de Ouro fez da antropologia uma ciência.
Melhor, uma ciência grande.