Ensaio de elogio da traição enquanto acto de resistência contra a imobilidade dos dogmas identitários.
Defendendo que não há futuro sem trair o passado, Daoud faz um elogio amoroso à França pelos olhos de um emigrante.

Ensaio de elogio da traição enquanto acto de resistência contra a imobilidade dos dogmas identitários.
Defendendo que não há futuro sem trair o passado, Daoud faz um elogio amoroso à França pelos olhos de um emigrante.
O preço original era: 14,00 €.12,60 €O preço atual é: 12,60 €.
Por vezes É Preciso Trair, de Kamel Daoud, é o potente grito de um ser humano que, nascido argelino e tendo na sua juventude militado no movimento islâmico, é hoje, devido às suas posições anti-identitárias, acusado de «apóstata» e «inimigo do Islão», e objecto de uma fatwa que exige a sua morte.
Daoud defende a liberdade, não sente culpa e clama de uma vez por todas pela «superação do dolorismo pós-colonial». Para Daoud, existe apenas uma regra: não hesitar em trair o «nós», ter a coragem de romper com o rebanho. Daoud deu esse passo e quer ser universal, mantendo-se árabe e francófono. Hoje, na Argélia, «a identidade árabe» é brandida como uma inquisição que exclui a diversidade e o mundo, e o mesmo se passa em muitas ex-colónias. Para Daoud, que deixou Orão e a Argélia em 2023, «o mar ou o deserto escaldante conferem à história um sentido mais vasto do que o nacionalismo».
Neste livro, a traição é sinónimo de libertação contra a imobilidade das certezas colectivas; e o epíteto de traidor torna-se num estandarte, numa atitude filosófica e existencial.
«Quando um ocidental pensa contra os seus, é designado como intelectual universal. Quando um intelectual do Sul pensa contra si mesmo e contra os seus, é rapidamente chamado de traidor.»
Kamel Daoud
Leia um excerto aqui: Por Vezes É Preciso Trair, Kamel Daoud
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