Se Disser a Verdade, Estarei a Mentir-Te é o segundo romance de Frederico d’Orey, uma nova voz promissora na literatura portuguesa contemporânea.
Numa escrita que oscila entre o lírico e o cru, o psicológico e o político, este é um romance provocador, agitador, que obriga o leitor a interrogar-se.
«Aqui, o Mediterrâneo não é só paisagem. É ambiente psicológico. Caldo de cultura. História, religião, matriz genética e geografia íntima.»
Do «Prefácio para um leitor sofisticado», de Carlos Magno
Se Disser a Verdade, Estarei a Mentir-Te, de Frederico d’Orey, mergulha nas zonas cinzentas da alma humana, onde a verdade e a mentira se confundem por instinto de sobrevivência.
Quando Guilherme e Jasmim trocam a vida urbana pela paz de Formentera, à procura de serenidade na reforma, deparam-se com um apelo impossível de ignorar: partilhar o seu amor com uma criança órfã. Porém, a ideia de adoptarem o filho de um terrorista islâmico desencadeia dilemas morais profundos, revelando preconceitos e fragilidades.
Depois, há Abu, um jovem muçulmano nascido em Gaza que fica órfão e é adoptado por um imã radical, crescendo rodeado de crenças que o aprisionam e parecem tornar o seu destino inevitável.
Numa narrativa que não se acovarda, Frederico d’Orey retrata personagens contraditórias, visceralmente humanas, esmagadas entre o que sentem e o que pensam.
A pergunta que nos deixa: poderemos separar o bem do mal sem mentir a nós próprios?
Leia um excerto aqui: Se Disser a Verdade, Estarei a Mentir-Te, Frederico d’Orey