Jane Austen e os seus livros estão, hoje, no centro da cultura popular, com forte mediatismo.
Esta edição chega no momento certo, com uma nova adaptação cinematográfica a chegar às salas de cinema, o que confere publicidade mundial ao título.
É um clássico que se lê como um romance contemporâneo: duas irmãs, amor, dinheiro, estatuto social, desejo em luta com a razão, temas imediatamente reconhecíveis pelo leitor de hoje.
Leia um excerto aqui: Sensibilidade e Bom Senso, Jane Austen
A MAIS BRILHANTE E SAGAZ BATALHA JÁ TRAVADA ENTRE A CABEÇA E O CORAÇÃO
Em Sensibilidade e Bom Senso, Jane Austen explora temas como o amor, o casamento, a moralidade e a condição feminina, revolucionando o romance ao dar profundidade psicológica às personagens femininas e a diálogos de rara inteligência. As suas protagonistas, Elinor e Marianne Dashwood, são emblemáticas pela sua oposição nítida. A primeira, por representar a sensatez e o autocontrolo; a segunda, por encarnar a entrega apaixonada aos sentimentos. Esta dualidade entre razão e emoção revela a complexidade da natureza humana, mostra que nenhum extremo conduz à verdadeira realização e que ninguém subsiste apenas da lógica nem sobrevive entregue unicamente ao impulso dos sentimentos.
É também aqui que reside a riqueza da obra, no facto de Elinor e Marianne, na sua complexidade, serem atravessadas por dúvidas, desejos e contradições enquanto navegam as limitações impostas às mulheres da época. Austen não se limita a descrever a sociedade do seu tempo: questiona‑a, desmonta os seus mecanismos e almeja, ainda que de forma velada, por alternativas e resistências.
In «Introdução»